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Dra. Rosemary Aparecida Rutkowski Soler

Fisioterapeuta, Acupunturista e Terapeuta Holística

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A CONPAFIS - Consultoria em Novos Paradigmas em Fisioterapia e Saúde foi criada por Rosemary Soler, fisioterapeuta neuropediatra, acupunturista e terapeuta holística, para oferecer a seus pacientes um serviço especializado, personalizado e integral.

Todo e qualquer atendimento realizado visa a reabilitação do ser humano como um todo, unindo as técnicas da fisioterapia com o conhecimento holístico de várias terapias complementares.

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Este Blog foi criado para apresentar os SERVIÇOS OFERECIDOS pela CONPAFIS e, ao mesmo tempo, promover discussões sobre temas que envolvam a CURA INTEGRAL do ser humano. Por isso, sua opinião é muito importante! Aguardamos seus comentários. Até a próxima postagem!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

17 - SAÚDE DO PÂNCREAS




VOCÊ CONHECE SEU CORPO?
Série: ÓRGÃOS – por Rosemary Soler
Parte II: PÂNCREAS



Continuando a falar sobre nosso corpo, a Série Órgãos pergunta:
· Quanto realmente conhecemos nosso corpo?
Nesta semana, vamos descrever alguns aspectos físicos e metafísicos do nosso PÂNCREAS.

· ANATOMIA:
Depois do fígado, o pâncreas é a glândula mais volumosa do sistema digestório. Em média, mede 20 cm de comprimento e pesa 90g em homens e 85g em mulheres. Ele está situado na cavidade abdominal (abdome), paralelamente e abaixo do estômago.
O pâncreas é uma glândula composta por dois tipos principais de tecidos: os ácinos (células alfa), que secretam (produz) sucos digestivos no duodeno (função exócrina), e as ilhotas de Langerhans (células beta), que secretam os hormônios insulina e glucagon diretamente no sangue (função endócrina).

· FISIOLOGIA:
O pâncreas é uma glândula mista, apresentando duas funções distintas:
§ Produz enzimas digestivas, que irão agir no conteúdo do intestino delgado - função exócrina (elimina suas secreções para fora do corpo);
§ Secreta os hormônios insulina e glucagon, que são fundamentais na regulação normal do metabolismo (formação e quebra de moléculas) da glicose, dos lipídios e das proteínas - função endócrina (elimina suas secreções para dentro da corrente sanguínea).

· SUCO PANCREÁTICO:
A secreção pancreática contém enzimas para a digestão dos três tipos principais de alimentos: proteínas, carboidratos e gorduras. Além disso, contém grande quantidade de solução de bicarbonato de sódio e água, que tem importante papel na neutralização do quimo (conteúdo estomacal ácido e semi-líquido), esvaziado pelo estômago no duodeno.
A produção do suco pancreático (2,0 a 2,5 litros por dia) é regulada por três estímulos básicos importantes: por terminações nervosas parassimpáticas (do nervo Vago) no estômago e no intestino; pela presença do alimento no início do intestino delgado; e pela presença de alimentos altamente ácidos no intestino.

· INSULINA:
A insulina é um hormônio associado ao excesso de energia. Quando existe grande abundância de alimentos energéticos na dieta, particularmente carboidratos e proteínas, a insulina é secretada em grande quantidade na corrente sanguínea, para que as células do corpo aumentem a captação dessa energia.
Ela também tem papel importante no armazenamento do excesso de carboidratos, sob a forma de glicogênio (principalmente no fígado e nos músculos), e do excesso de gorduras, no tecido adiposo (células que acumulam gordura). Esse armazenamento tem função de reserva energética para o organismo.
As células do cérebro são permeáveis à glicose e podem utilizá-la sem a ajuda da insulina porque, normalmente, elas usam apenas glicose como fonte de energia.

· GLUCAGON:
O glucagon é um hormônio secretado quando o nível da glicemia cai (hipoglicemia). Sua principal função é aumentar a concentração de glicose no sangue (função oposta da insulina).
Normalmente, o glucago provoca esse aumento da glicose através da quebra das moléculas de glicogênio (energia de reserva) e pelo aumento da captação de aminoácidos no fígado, ambos transformados em glicose.
Quando há uma quantidade elevada de glucagon no sangue, este provoca até a quebra das moléculas de gordura, que resulta na disponibilidade de ácidos graxos para uso energético do organismo.

· DIABETE MELITO:
Diabete melito é uma síndrome (grupo de desordens e alterações) do metabolismo dos carboidratos, das gorduras e das proteínas. Há dois tipos:
§ Diabete tipo I – causado pela falta de secreção de insulina por lesão das células beta do pâncreas, que produzem a insulina. Essas células podem ser destruídas por infecções virais, ou por doenças auto-imunes, ou até por hereditariedade;
§ Diabete tipo II – causado por redução da sensibilidade (aumento da resistência) das células dos tecidos ao efeito metabólico da insulina, causando, também, aumento da produção da insulina pelo aumento da glicemia. Com o tempo, isso pode levar as células beta do pâncreas à exaustão, ficando incapazes de impedir a hiperglicemia mais acentuada. Este tipo é muito mais comum e os pacientes são, na maioria, obesos.
Em ambos os tipos, o efeito básico é o impedimento da captação da glicose do sangue e do seu uso eficiente pela maioria das células do corpo. Como conseqüência o nível de glicemia aumenta (hiperglicemia), a utilização da glicose pelas células fica cada vez menor, ficando presente na urina, enquanto a utilização das gorduras e das proteínas aumenta.
Historicamente, o hormônio insulina tem sido associado ao “açúcar do sangue”, pois exerce efeitos profundos sobre o metabolismo dos carboidratos. Entretanto, a insulina afeta também o metabolismo das gorduras. Tanto que, anormalidades no metabolismo das gorduras, como a acidose e arterosclerose, são as causas habituais de morte em pacientes diabéticos.

· VISÃO PSICOSSOMÁTICA:
Como todas as glândulas, o pâncreas depende das condições emocionais e psicológicas da pessoa. Quando uma pessoa passa a sentir a vida triste e sem doçura, perde lentamente as duas funções do pâncreas. Não consegue eliminar a “acidez” dos sentimentos e não consegue mais manter os seus pensamentos “doces”.
Independentemente da predisposição genética, a manifestação da diabetes está normalmente relacionada a períodos de graves distúrbios emocionais como: rupturas no lar; frustrações afetivas, financeiras, ou profissionais (rejeições, traições, perdas); ou estresse.
Em relação aos diabéticos pode-se dizer que:
§ São possuidores de certo grau de amargura e tristeza;
§ Mostram incapacidade de aceitar o amor e entregar-se a ele;
§São sofredores silenciosos e tendem ao choro fácil, geralmente longe de todos;
§ Ressentem-se pelo que pensam ter deixado de fazer no passado;
§Cheios de culpas inconscientes, são constantes vítimas de melancolia e podem ir para a depressão com facilidade;
§Revelam acentuada inclinação ao isolamento, desamparo, pessimismo e submissão;
§ Desvalorizam-se em tudo que fazem e desencorajam-se diante de novas condições de vida, imaginado que jamais conseguirão realizar seus sonhos;
§ Passam a temer o futuro porque sabem que o “gosto” dele pode ser amargo e a insegurança predomina em sem coração.

· ENERGIA VITAL:
O pâncreas recebe a maior parte de sua energia vital (ou prana) pelo chakra gástrico (3º chakra), que se situa na altura do plexo solar (acima do umbigo).
Os plexos são verdadeiras redes de nervos, parecidos com as raízes de uma planta. Eles inervam todos os órgãos que vitalizam com energia eletromagnética. Entre eles está o plexo solar, que atua além do fígado e do pâncreas, no estômago, nos rins e nas glândulas supra-renais.
Na Cromoterapia, usa-se a luz de cor Amarela para vitalizar o pâncreas, estimulando seu bom funcionamento, por isso seu uso é indicado em caso de diabetes (excesso de açúcar).
Em caso de hipoglicemia (falta de açúcar), é indicado o uso da luz de cor Laranja ou Vermelha.

· Dicas para ter um PÂNCREAS saudável:
O otimismo e o bom humor são as chaves para regular a função do pâncreas:
§ Abra-se para a vida e para as pessoas, extraindo o melhor de cada situação;
§ Viva livremente as novas experiências de sua vida com felicidade e esperança, aprendendo a conviver e renovar;
§ Encare os desafios da vida com alegria e descontração;
§ Solte o que passou, guardando só o melhor do passado e vivendo intensamente o aqui-agora;
§ Escolha não se colocar como vítima, perdoando sinceramente todos que, por ignorância, o fizeram sofrer;
§ Volte a confiar em si mesmo, resgatando o sabor pela vida;
§ Progrida sem medo do futuro e amplie seus conhecimentos, para descobrir que existem caminhos diferentes de tudo que já tentou antes.

*******
Enfim, espero que esta leitura possa ter contribuído para que você conheça melhor seu PÂNCREAS.
Na próxima semana, conversaremos sobre nossas TIREÓIDES. Você sabia que temos um par delas?
Até lá.
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BIBLIOGRAFIA
· CAIRO, C. Linguagem do corpo: aprenda a ouvi-lo para uma vida saudável. São Paulo, Mercuryo, 1999, p. 229-231.
· DETHLEFSEN, T.; DAHLKE, R. A doença como caminho. São Paulo, Cultrix, 10ª ed., 2002, p. 133-134.
· GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 10ª ed., 2002, p. 693-696, 827-840.
· HAY, L. L. Você pode curar sua vida. São Paulo, Best Seller, 68ª ed., 2000.
· JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 8ª ed., 2005, p. 271-272.
· KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro, Elsevier, 7ª ed., 2005, p. 983-998.
· VALCAPELLI. As cores e suas funções – Na empresa, no lar, na roupa e na personalidade. São Paulo, Roca, 2001.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

16 - SAÚDE DO FÍGADO



VOCÊ CONHECE SEU CORPO?
Série: ÓRGÃOS – por Rosemary Soler
Parte I: FÍGADO



Observando as dúvidas de meus pacientes, surgiu a necessidade de discutir a importância de nossos órgãos:
· Quanto realmente conhecemos nosso corpo?
Inicio agora uma série de postagens semanais, descrevendo alguns órgãos vitais do nosso organismo, nos seus aspectos físico e metafísico.
Nesta semana, o assunto é este “ilustre desconhecido”, nosso FÍGADO.

· ANATOMIA:
O fígado é o maior órgão do corpo, com cerca de 1,5 kg no adulto médio. Ele está localizado na parte superior direita da cavidade abdominal (abdome), abaixo do músculo diafragma e acima do intestino.
O fígado apresenta uma circulação sanguínea peculiar (especial), porque ele recebe sangue venoso (sem oxigênio e com todo o material absorvido no intestino) pela Veia Porta (70%) e sangue arterial (com oxigênio) pela Artéria Hepática (30%), ao contrário dos demais órgãos, que recebem apenas sangue arterial.
As células hepáticas (do fígado) são chamadas de hepatócitos. Elas se agrupam em placas, enfileiradas como tijolos de um muro, formando os lóbulos hepáticos. Essas placas se agrupam em camadas, as quais são perfuradas por dezenas de pequenas veias e arteríolas, formando um labirinto complexo. O aspecto então é de uma esponja, o que permite a capacidade de absorção de grande quantidade de sangue (fluxo de 1.350ml/min).
A capacidade de regeneração das células do fígado é muito grande, quando há perda de tecido por lesão ou cirurgia. Mas quando a lesão é muito extensa ou contínua, há produção de tecido conjuntivo fibroso (cicatriz), que não tem a mesma função do tecido original. Isso prejudica a qualidade do trabalho do fígado.

· FISIOLOGIA:
O fígado é considerado o laboratório químico do corpo. Apresenta muitas funções diferentes:
§ Filtragem (limpeza) e armazenamento do sangue (10% do total);
§ Metabolismo (formação e quebra de moléculas) dos carboidratos, das proteínas, das gorduras, dos hormônios;
§Desintoxicação e neutralização de substâncias químicas tóxicas e bactérias vindas do intestino;
§Acúmulo de material energético de reserva (gorduras neutras e glicogênio) e controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue);
§ Formação da bile (usada na quebra das moléculas de gordura);
§ Armazenamento de várias vitaminas (principalmente vitaminas A e D) e do ferro;
§ Formação de fatores de coagulação do sangue.
Por ter tantas funções, o fígado é vulnerável a uma grande variedade de traumas. Mas, os sintomas de alteração hepática podem ocorrer muito tempo depois do início da lesão, o que retarda o descobrimento da doença, podendo ser diagnosticada pelo médico quando já for crônica (de longa duração), dificultando o tratamento e podendo causar até insuficiência em outros órgãos, ameaçando a vida.

· HEPATITE:
A doença inflamatória do fígado mais freqüente é a infecção, sendo na maioria de origem viral (causada por vírus). A Hepatite Viral é uma infecção causada por um grupo de vírus, que têm muita afinidade com o fígado (vírus da Hepatite A, B, C, D e E).
Há algumas infecções virais sistêmicas (que afetam outras partes do organismo) que também afetam o fígado, como a Febre Amarela e a Herpes (causada pelo citomegalovírus).

· CIRROSE:
Quando são destruídas continuamente ou em grande quantidade, as células hepáticas são substituídas por tecido conjuntivo fibroso (cicatriz) e acabam impedindo o fluxo livre do sangue através do fígado. Esse processo é conhecido como cirrose hepática. A causa mais comum é o alcoolismo, mas também pode ocorrer por ingestão de veneno, doenças virais e processos infecciosos, ou por formação de coágulos (que é mais grave).

· VISÃO PSICOSSOMÁTICA:
O trabalho do fígado é de aceitação, análise e transformação benéfica para a vida. Pessoas dramáticas, que analisam a vida de forma rebelde, por mágoas do passado, que não sabem diferenciar o bem do mal, que alimentam raiva constante e não aceitam determinadas ajudas, contrariam a verdadeira função do fígado, não respeitando seus próprios limites.
Rejeição do amor, nervosismo com crises de raiva e constante mal-humor, críticas rígidas e crônicas e não aceitar a necessidade de mudanças (rejeitar o novo) são motivos de sérias lesões no fígado.
Um fígado doente mostra que a pessoa está assimilando algo em excesso, mostra falta de moderação, ideias exageradas de expansão. A doença ensina a pessoa a ser moderada, a ter paciência e controlar os excessos.

· ENERGIA VITAL:
O fígado recebe a maior parte de sua energia vital (ou prana) pelo chakra gástrico (3º chakra), que se situa na altura do plexo solar (acima do umbigo).
Na Cromoterapia, usa-se a luz de cor Amarela para vitalizar o fígado, estimulando sua recuperação e bom funcionamento.
Em caso de crise do fígado, pode-se usar a luz de cor Vermelha, funcionando como combustível energizador e expansor do órgão.

· Dicas para ter um FÍGADO saudável:
O bom senso é o principal fator para o perfeito funcionamento do fígado:
§Alimente-se com moderação;
§ Deixe ir tudo que não precise mais;
§ Analise seu comportamento e tente achar outra saída, pelo caminho da paz, sem ser pela raiva;
§ Liberte-se do tem-que-ser assim, soltando o fluxo natural dos acontecimentos;
§ Seja o que for que lhe prejudicou, perdoe e recomece a viver longe de emoções carregadas;
§ Tenha compaixão, tolerância e amor por todas as criaturas;
§ Aceite ser feliz! Aceite mudar, humildemente!
§ Ame-se sem limites! Ame-se mais que tudo neste mundo!

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Concluindo: Você conhecia seu FÍGADO?
Na próxima semana, conversaremos sobre nosso PÂNCREAS.
Até lá!

BIBLIOGRAFIA
· CAIRO, C. Linguagem do corpo: aprenda a ouvi-lo para uma vida saudável. São Paulo, Mercuryo, 1999, p. 232-238.
· CAPELLI, E. Dimensões da Cromoterapia. São Paulo, Alfabeto, 2007.
· DETHLEFSEN, T.; DAHLKE, R. A doença como caminho. São Paulo, Cultrix, 10ª ed., 2002, p. 134-137.
·GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 10ª ed., 2002, p. 745-749.
· HAY, L. L. Você pode curar sua vida. São Paulo, Best Seller, 68ª ed., 2000.
· JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 8ª ed., 2005, p. 272-284.
· KUMAR, V.; ABBAS, A. K.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. Rio de Janeiro, Elsevier, 7ª ed., 2005, p. 919-951.
· VALCAPELLI & GASPARETTO. Metafísica da Saúde – vol.1: Sistemas Respiratório e Digestivo. São Paulo, Vida e Consciência, 2ª ed., 2003, p. 132-139.

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